quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem és tu?


Tem mais ou menos uma semana que eu tirei meu blog do marasmo e do limbo no qual ele se encontrava e consegui escrever um post. Não foi lá um grande post, mas também eu não so lá esse grande escritor então está tudo bem.

Passei então a observar mais o blog, o meu e o dos outros. Primeiro me incomodou o layout. Parecia que de todos os blogs do mundo o meu era o mais feio, mais simples, o mais chato e monótono. Acontece que como eu sou adepto número 1 dos preguiçosos anônimos acabei deixando a idéia de mexer no layout pra lá. Fora que, de qualquer maneira, eu não saberia como fazê-lo mesmo.

Começarei pelo mais simples, pensei eu. Vou mudar a foto do perfil e o “quem sou eu”. A foto eu mudei. Até facilmente, por que afinal sou bonito e fotogênico, além de modesto, é claro. Mas depois fiquei com aquelas palavras a me assombrar: quem sou eu? Porra, deu vontade de falar, e eu que sei?


O problema é que o quem sou eu pode ser várias coisas. Às vezes ele é relacionado a sua profissão, às vezes a sua personalidade e em outras o que você é para as outras pessoas. Se eu fosse pai, ou mesmo casado, eu podia começar enganado por aí, mas não. Eu sou filho, sou irmão, neto, mas isso aí todo mundo é. A maioria pelo menos, eu acho.

Eu podia tentar dizer que eu era uma pessoa de bem com a vida, se fosse o caso, ou de mal com o mundo, o que também não é verdade. Sou feliz e sou triste, sou chato e simpático, tímido e extrovertido. Feio e bonito, tá, vai, feio eu não sou não, mas a minha bio ficaria um pouco estranha se eu escrevesse: Eu sou Rogério, o bonitão ponto.

Escrevi isso tudo pra chegar no ponto principal, que é a profissão, a ocupação, que é absoluta maioria na forma das pessoas se definirem nos “quem elas são” da vida. Eu formei em Administração com ênfase em Marketing, e esse nome tão bonito me faz odiar o meu diploma um pouco menos.

Engraçado é que eu já cursei, alem de Administração, Engenharia Civil, Jornalismo e a primeira facul que eu tentei foi exatamente Marketing Business Administration, quando eu estudei fora, e era o mesmo curso que eu acabei terminando anos depois, e ainda tinha um nome mais bonito e em inglês, olha só!

Seria menos cômico se eu não mencionasse que eu já quis fazer também, em alguma altura da minha vida, Arquitetura, Engenharia Eletrônica, Letras, Turismo e Publicidade e Propaganda. E a essa altura do texto você que deve estar pensando: Pelo amor de Deus por que que este rapaz não fez um teste vocacional? Pois é, eu fiz. Mês passado.

O resultado eu conto outro dia, se eu não mudar de idéia mais uma vez, é claro. Acho curioso o rumo que as palavras tomam depois que eu começo a escrever, não tinha a menor idéia que estaria escrevendo isso. Era pra ser apenas um post sobre o quem eu sou, mas acho que quem eu sou é isso ai mesmo, alguém que vai se decidindo e mudando conforme vai percorrendo o seu caminho. Espero só que no final isso seja uma coisa boa.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O devedor de promessas


Vocês já fizeram promessa? Não estou falando de promessa pra alguém, tipo: “Amor, prometo que nunca mais saio escondido pra Noite-das-Piriguetes-do-Forró-do-Chico-Bento-que-acontece-toda-última-terça-feira-do-mês ta?!” Ou mesmo uma promessa eleitoral: “Meus póvos prometo que construirei uma estátua de 50 metros de altura do Ajuricaba no meio do rio negro igual à estátua da liberdade!!!”. Estou falando de promessa pra santo mesmo, ou pra Deus, ou pra Buda, ou Alá, ou seja lá pra que entidade você ande prometendo as coisas.

Pois é, outro dia me vi numa cilada e me peguei fazendo uma dessas tais promessas. Lembro que a última promessa que eu tinha feito foi na época do colégio. Devia estar na recuperação e pra passar de ano eu me apegava em tudo que era santo (já em livro, naquela época, eu não gostava de me apegar muito não).

Os anos passam e as promessas vão mudando, as graças também. Naquele tempo eu devia prometer rezar uns 100 pais nossos e outras tantas ave marias e ficava tudo em casa. Hoje em dia eu achei que a promessa tinha que ser algo que me custasse um pouco mais de sacrifício. Só me vieram duas coisas na cabeça ou eu prometia ficar um tempo sem beber ou celibatário. Bom, preferi abrir mão da cerveja.

O pior é que eu passaria mais despercebido se eu escolhesse passar esse período sem sexo. É incrível como te olham como se você fosse um E.T. quando você aparece com uma lata de Coca-Cola na balada. E com uma água com gás então? Um E.T. bichona!!! Aí você começa a ter que prestar contas do porquê não está bebendo. Pra não ficar chato eu achava melhor contar uma versão diferente pra cada um. O problema é que nesses casos você não tem como fugir do trio: tomando remédio/dieta/ promessa.

No fim das contas, eu sei que a minha promessa acabou. Ou eu acabei com ela. Fui convencido por uma amiga que Deus não gosta de promessa, ele dá as coisas por que quer que assim seja. Não demorei muito tempo pra lançar mão desse argumento jurídico. No fundo eu ainda fiquei com um peso na consciência, mas tentarei conversar com o meu credor pra ver se dá pra pagar de duas vezes sem juros.

Pros meus 2,5 leitores eu prometo que vou tentar atualizar meu blog com uma freqüência maior que semestralmente. Ah, mas promessa minha vocês sabem que não está valendo muita coisa né.

Post dedicado à minha amiga Evie Rondon que me sugeriu o tópico. Sugira você também no espaço dos comentários, por que eu não tenho a menor idéia do que escrever aqui :)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uma noite qualquer em uma balada qualquer

O cara - Uma cantada qualquer

A garota - Idiota!

O cara - Como eu posso ser idiota se eu te acho linda? Como eu posso ser idiota se de todas as garotas desse lugar eu escolhi você? Como eu posso ser idiota se eu consegui vencer a minha timidez e lutando contra todos os meus instintos criei coragem de vir aqui falar com você?

A garota - Oi, eu sou a Ana Maria, (cutuca o cara que tá do lado dela) e esse aqui é o Marcelão, meu namorado.

O cara - Muito prazer, Rogério, o idiota.