quinta-feira, 18 de junho de 2009
O Porco me tira do sério!
"O tempo passa e a saudade continua. Dia 17 de junho de 2006 perdemos essa figuraça. Grande humorista e, sobretudo, grande amigo. Na época escrevi este artigo para a Folha de São Paulo que reproduzo aqui como uma forma de homenagem a esse nosso irmão.
O PORCO ME TIRA DO SÉRIO!
Vamos começar por onde o cara tinha os maiores prazeres, dentre os que podemos comentar nesse horário: a boca. Uma frase definitiva, repetida infinitas vezes: “O porco me tira do sério”. O cara perdia o rebolado quando o assunto era um lombo assado, uma linguicinha, uma costeleta no ponto. Traía sua origem judaica diante de uma bela feijoada – talvez um rabino devesse pensar em criar um suíno kosher se quisesse vê-lo de volta a uma sinagoga. Ultimamente estava se segurando para não cair em tentação e já tinha perdido vinte quilos. Mas seu objetivo não era ficar fininho, virar top model e passar a se alimentar de saladinhas e bifes de soja. Queria só que a balança parasse de lhe encher o saco para que pudesse novamente cair de boca numa iguaria bem temperada.
Confesso que tentei fazer a minha parte e por diversas vezes na nossa juventude forcei-o a uma dieta. Quando nossa carreira estava apenas engatinhando, nos reuníamos na casa de seus pais em Copacabana. Como eu morava na Vila da Penha e passava o dia na rua, chegava ali morrendo de fome, prudentemente minutos antes do jantar. Bussunda ainda não tinha aparecido, então, convidado por sua mãe, Helena, sentava-me à mesa com a família e traçava o bife que estava reservado pro gordo. Não me importava do que seria xingado quando ele chegasse, estava forrado, pronto pra falar merda noite a dentro.
Sua outra paixão era o futebol. Paixão não, tara mesmo. Era capaz de assistir a qualquer jogo, eu disse qualquer jogo!, de um grande clássico da Copa a uma pelada de garçons no Aterro do Flamengo. E assistia profissionalmente, fazendo anotações num caderninho em que fazia a avaliação dos jogadores. Na Alemanha nos mostrou seu caderninho, onde acompanhava a carreira de todos os integrantes de todas as seleções nos últimos anos, incluindo o número de vitórias e derrotas, o estado de saúde, as condições psicológicas do sujeito, os cartões recebidos, o salário, se era ou não era corno, enfim, tudo que pudesse afetar o desempenho do atleta na próxima partida. Também não dispensava uma peladinha e, por incrível que pareça, jogava bem, desafiando com sua proeminente barriga, as leis da lógica e da gravidade.
O cara era um moleque. Sua última perfomance foi no jogo do Brasil contra a Croácia, em que respondeu à provocação de um croata gritando “Sérvia” em sérvio, coisa que aprendeu assistindo a um jogo no meio da torcida daquele país. Ao gritar “Sir-biah! Sir-biah!”, levou o mané à loucura, que partiu pra cima da gente querendo declarar guerra ao Brasil. Por sorte nosso país fica bem longe dos Bálcãs.
Bussunda não acreditava que alguém pudesse se irritar se a piada fosse realmente boa. Discutimos recentemente a respeito da propaganda em que o Maradona aparecia vestido com a camisa da nossa seleção. Ele tinha certeza de que os argentinos não ligariam para a brincadeira porque a piada era ótima. Ele, se fosse argentino, certamente aplaudiria.
Esse espírito gozador arrebatou milhões de fãs e o cara não tinha sossego aonde fosse. Certa vez, chegou correndo ao banheiro do aeroporto Santos Dumont, num tremendo piriri. Ao se trancar num reservado, ouviu um admirador comentar com o amigo: “Tu não sabe quem tá cagando ali…” Foi preciso perder o vôo pra se livrar do mala.
Valeu, Bussunda!"
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Dia dos namorados
Mas nem é das minhas divagações que eu quero escrever agora. Viu como eu viajo? Eu quero falar de cenas de filmes que eu queria fazer igual, vocês nunca pensaram nisso? Sabe aquelas de comédia romântica? Sou fã desse tipo de filme, e nem me venham com gracinhas por que o Hugh Grant é bem mais pegador do que o Chuck Norris.

Tem umas que são clássicas, tipo você esperar a namorada no topo da escada rolante, de preferência segurando rosas, essa eu até já fiz, no shopping, mas foi combinado e sem as rosas, assim não vale né. Namorada, fica aí embaixo e sobe quando eu estiver lá em cima. O pior são os outros olhando pra você com cara de leso e ainda atrapalhando a passagem. Fica a dica, se você quer ser romântico mesmo não pode ter medo do ridículo. Nem de um brutamontes falando: sai da frente Mané!
Beijo na chuva também é ótimo. Apesar de ser mais comum não deixa de ser romântico e muito bom de se fazer. Outra, sair correndo pra um abraço depois de uma longa separação. Esse fica melhor se acontecer no aeroporto ou na praia. Se for na praia tem que acontecer em câmera lenta, se for no aeroporto tem que ter aquela câmera que fica girando em torno de você durante o beijo.
Obs.: Claro que eu sei que a sua vida não é um reality show, nem você anda com um cinegrafista amador por shoppings, aeroportos e praias. Mas mesmo eu que tenho a memória de um mosquito tenho alguns momentos guardados que correm menos risco de serem apagados do que se tivessem no meu pen drive. Por tanto se eu digo que o beijo tem que ter aquela câmera giratória, você pode ter certeza que na minha cabeça a câmera era giratória e o aeroporto todo parou pra assistir o beijo. Ah, eu mencionei que o sistema de som começou a tocar bem alto? – Kiss me, out of the beardly barley, nightly beside the Green, Green Grass...

Mas retornando, outra sensacional é pegar o microfone e cantar pra namorada em um lugar público. Na cafeteria da facul, numa festa, ou qualquer outro lugar que tenha muita gente. A cena clássica é o Heath Ledger cantando Can’t take my eyes off of you em “10 coisas que eu odeio em você”. Compor uma música pra uma garota também derrete qualquer coração, vai por mim. Mas tem que ser bonitinha e personalizada que nem no “Como se fosse a primeira vez”.
Bom, dia dos namorados está aí, ficam as dicas. Pelo amor de Deus só não caiam naquela de “é só mais uma data comercial”, a não ser que você queira ver aquela cara de “super feliz” da sua namorada dizendo – não precisava mesmo, não estava esperando nada. Até você que não é La muito inteligente sabe que precisava e que ela estava esperando. Então, qual cena de filme você tinha vontade de fazer? Deixa nos comentários. Bom dia dos namorados a todos!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O número 1
Primeiro post de blog sempre é a mesma coisa. Ou você explica por que fez um blog, ou por que deu esse nome pra ele. Escreve sobre o que vai escrever, ou sobre o que não vai escrever, etc. e tal. Enfim, um saco.
Pra começar nem sei direito por que voltei a ter blog, mas se fosse pra explicar eu diria que é pra esvaziar um pouco o hard drive do meu cérebro. Este blog, nessa analogia, seria então a minha lixeira. Não precisa ir muito longe pra deduzir que este blog será um lixo. Se eu pudesse mandava instalar mais alguns gigas de memória na minha cabeça, mas me informaram que isso ainda não é possível (embora eu tenha quase certeza que vi algo parecido assistindo Fringe, alguém assiste isso aqui???).
O nome do blog vai nessa linha, penso bobagens o dia inteiro, seja um pensamento sarcástico, uma observação sobre algo que vi na tv ou uma nova corrente filosófica que eu esteja desenvolvendo no momento. E se eu não dividir com alguém ou deixar escrito eu esqueço mesmo. Outro dia sonhei que inventava alguma coisa pra acabar com a fome no mundo e ganhava o prêmio nobel da paz. Ahh se eu tivesse o costume de dormir com uma caneta e bloquinho na minha mesa de cabeceira...
I think this is the beginning of a beautiful friendship

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