Sempre fui muito ligado à minha família, especialmente à minha mãe. Por isso muita gente se impressionou quando eu disse que ia me mudar e morar sozinho. Me perguntavam “Como assim, e a tua mãe como que vai ficar?” Ou então “em um mês tu voltas pra casa” como se nem eu nem a minha mãe pudéssemos tomar conta de si mesmos.
Pois me mudei, estou bem e acredito que a minha mãe também esteja. Sempre lidei muito bem com a solidão, ainda bem, pois essa é a primeira coisa que você percebe quando vai morar só. Você acorda e não tem ninguém pra dar bom dia ou pra dar boa noite quando chega do trabalho. Ninguém te pergunta se você quer jantar fora ou em casa e você descobre na prática que a louça não se lava sozinha.
No dia que eu saí de casa abracei forte a minha mãe, que me desejou boa sorte, e fiz um esforço enorme pra não chorar ali na frente dela, preferi passar uma imagem de maduro e forte, sei que ela sabia o quanto eu sentiria a sua falta. Sei também que as lágrimas que eu não permiti cair naquele momento ainda estão aqui guardadas pra caírem junto com a ficha de que eu realmente sou independente de verdade, e que também ainda não caiu.
No começo, acredito eu, seja assim mesmo, todo dia uma descoberta nova, como uma criança aprendendo sobre o mundo, indo pra um colégio novo ou aprendendo a andar de bicicleta. Não quero parecer um retardado que não sabe passar uma camisa, pagar a conta de luz ou levar o lixo pra fora, mas há transformações que você passa sim. São, no entanto, mudanças psicológicas.
Provavelmente terei que reescrever este texto daqui a um mês, quando estiver mais ambientado e acostumado. Por enquanto essas novidades e tarefas como fazer a mudança (que ainda não terminei), ligar o gás, instalar a TV a cabo, fazer as primeiras compras de supermercado e etc. acabam me tomando o tempo que passaria pensando na minha vida, como ela está, pra onde ela foi e pra onde ela ainda vai. Aguardem os próximos capítulos.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O ciclo da vida
As pessoas sempre me perguntam: Rogério, por que você não escreve mais vezes no seu blog? (mentira). Daí eu sempre respondo: é por que eu nem sempre tenho assunto e também morro de preguiça (quase mentira). Que eu sou preguiçoso, isso eu sou, mas quanto a falta de assunto isso nem sempre é verdade.
Aliás, acho que todos nós, com um pouquinho de esforço, temos conteúdo interessante pra dividir com os outros. Na verdade nem precisa ser interessante por que por mais idiota que você ou o que você escreva seja sempre vai haver alguém mais idiota que você que, como diz o facebook, curta isso.
Eu, por exemplo, gosto de opinar sobre quase tudo, dividir minhas experiências, criticar, elogiar, desde política até cinema, passando por cultura, economia, relacionamento, sexo, drogas e Rock n’ Roll. Às vezes faço isso pelo Twitter, na maior parte das vezes guardo minhas opiniões para mim mesmo. A não ser quando estou com meus amigos pessoais, aqueles que adoram dizer que eu acho que sempre tenho razão. E isso meus amigos é um dos pontos negativos de sempre estar com a razão.
Voltando ao blog, conversando com uma amiga e lhe contando sobre minha saga para instalar minha TV a cabo, acabou de me ocorrer que eu tenho o que escrever e que de repente pode ser até útil pra alguém. Bom, se não útil, pelo menos divertido para aquelas pessoas que adoram ver o sofrimento alheio, pois invariavelmente minhas desventuras tem se saído mal sucedidas.
Acabei de me mudar, depois de ter morado praticamente a vida inteira com casa, comida e roupa lavada, tudo assim entregue pra mim de bandeja e sabendo, se muito, fritar um ovo ou lavar minhas cuecas. Mas encarei e confesso que estou sendo muito feliz. Claro que não é fácil e ainda vou ter muita dor de cabeça, é o ciclo da vida, ciclo da vida? acho que aprendi isso no Rei leão, ou seria o círculo da vida? Agora não lembro.
Espero que possa dividir um pouco dessa experiência com vocês aqui e de repente até aprender alguma coisa. Sei que ninguém comenta, até por que eu faço questão de manter esse blog anônimo, tímido que eu sou com os meus escritos, nem no twitter eu posto o link. Dessa vez vou criar coragem e colocar lá, espero que gostem.
Aliás, acho que todos nós, com um pouquinho de esforço, temos conteúdo interessante pra dividir com os outros. Na verdade nem precisa ser interessante por que por mais idiota que você ou o que você escreva seja sempre vai haver alguém mais idiota que você que, como diz o facebook, curta isso.
Eu, por exemplo, gosto de opinar sobre quase tudo, dividir minhas experiências, criticar, elogiar, desde política até cinema, passando por cultura, economia, relacionamento, sexo, drogas e Rock n’ Roll. Às vezes faço isso pelo Twitter, na maior parte das vezes guardo minhas opiniões para mim mesmo. A não ser quando estou com meus amigos pessoais, aqueles que adoram dizer que eu acho que sempre tenho razão. E isso meus amigos é um dos pontos negativos de sempre estar com a razão.
Voltando ao blog, conversando com uma amiga e lhe contando sobre minha saga para instalar minha TV a cabo, acabou de me ocorrer que eu tenho o que escrever e que de repente pode ser até útil pra alguém. Bom, se não útil, pelo menos divertido para aquelas pessoas que adoram ver o sofrimento alheio, pois invariavelmente minhas desventuras tem se saído mal sucedidas.
Acabei de me mudar, depois de ter morado praticamente a vida inteira com casa, comida e roupa lavada, tudo assim entregue pra mim de bandeja e sabendo, se muito, fritar um ovo ou lavar minhas cuecas. Mas encarei e confesso que estou sendo muito feliz. Claro que não é fácil e ainda vou ter muita dor de cabeça, é o ciclo da vida, ciclo da vida? acho que aprendi isso no Rei leão, ou seria o círculo da vida? Agora não lembro.
Espero que possa dividir um pouco dessa experiência com vocês aqui e de repente até aprender alguma coisa. Sei que ninguém comenta, até por que eu faço questão de manter esse blog anônimo, tímido que eu sou com os meus escritos, nem no twitter eu posto o link. Dessa vez vou criar coragem e colocar lá, espero que gostem.
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